quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tudo culpa do viño!


O vinho, hoje, é a bebida. E Lavras, MG, é o lugar. Vou explicar: Depois de várias horas de estrada e de desvios, passando por Nepomuceno (!), eis que cheguei a um simples, mas confortável colonial hotel na cidade mineira de Lavras. Check-in feito, banho tomado, hora do jantar. Claro, com um bom vinho, se tivesse. E tinha. Para minha surpresa, uma carta bem completa, com vários rótulos europeus, além dos tradicionais e econômicos porteños e chilenos. Fui num Cabernet chileno, do Vale Central. Caiu bem para acompanhar uma truta grelhada. Logo nos primeiros minutos, o jovem bar-man mandou um CD do Scorpions como trilha sonora. Outra surpresa. Não que hoje em dia eu goste, mas a banda alemã fez parte de minha juventude, sempre frequentando meu walkman através das desgastadas fitas K7. De repente, um senhor muito simpático, aparentemente "quase" sexagenário, vem à mesa, perguntando com educação rara se tudo estava bem. Antes que eu respondesse, ele perguntou se eu gostava de vinhos. E, também, antes que eu respondesse, ele "emendou", não sem antes elogiar sua própria carta (aí, percebi que era o dono do hotel), afirmando que consumia a bedida havia 60 anos. E foi de propósito, claro, para que eu perguntasse sua idade: 80 anos, sem a mínima aparência. Assim, após uma prosa que viajou de Paraty a Buenos Aires ele concluiu o papo com uma pérola: "Pois é, tudo culpa do vinho". Faltam só quarenta anos para que eu chegue lá. Pois então digo: Que seja culpa do vinho!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Jeremiah Johnson


Jeremiah Johnson. Um filme de Sidney Pollack, acho que de 1971 ou 1972. Tinha um ou dois anos quando foi rodado, nas paisagens desoladas de Utah, no noroeste americano. Vi umas duas vezes na vida. Da última, pelo que me lembro, quando tinha uns 14 anos. Hoje, prestes a completar quarenta, de repente, lá estava ele, o filme, começando num dos canais pagos que insisto em assinar e nunca assisto. Valeu à pena. Jeremiah Johnson, com Robert Redford. Sobre as coisas simples da vida que, mesmo simples, quando são tiradas de nós, nos fazem perceber o quanto eram valiosas. Assistindo, fui lembrando detalhe por detalhe, e o quanto também é valiosa a mensagem, pelo menos para mim.