segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Esse tal de Peter Frampton...


1982. Me lembro bem. Primeiro o conheci através do famigerado riff de "breaking all the rules", insistindo em aparecer nas FMs da época. Depois, veio o vinil comprado por meu irmão no antigo e (talvez?) ainda existente Tremendão Discos. "Peter Frampton Special" era o nome do álbum. Na capa, um então jovem Frampton aos 32 anos e lá dentro, grande parte de seus hits mais famosos. Além de "breaking", claro, estavam ali também "baby, I love your way", "show me the way", "doobie wah" e a versão dele para "jumpin' jack flash". Isso foi em 1982. Depois, com as idéias "metaleiras" correndo pelas veias, tentamos de toda forma nos livrar do disco. Fosse na loja do Rui Pantera, fosse em outros sebos, ninguém queria "rolo" com o velho Frampton e eles (o álbum, bem como o artista) foram pro fundo do armário. Aí, passaram-se 13 anos e chegou 1995. Durante uma visita à América, lá estava ele de novo nas rádios locais, a toda hora, tocando os velhos sucessos. Percebi o quanto eram boas as canções e, em menos de um ano, uma coleção com todos seus álbuns, agora em CDs, estava completa em minha estante. De presente, ganhei um show dele aqui em SP, logo no ano seguinte. De lá, foram mais 10 anos sem muita coisa interessante, além de uma excelente versão de "while my guitar gently weeps" do álbum de 2002. Nada até 2006, quando o cara lança uma peça digna de galeria de arte, entitulada "Fingerprints". Acompanhado por parte dos caras do Pearl Jam e por alguns Stones (Chralie Watts e Bill Wyman), entre outros "caras", Frampton surpreende com uma disco todo instrumental, guitarrístico, violonístico e vencedor do Grammy Awards de melhor álbum de rock instrumental daquele ano. Mais 4 anos e lá estava ele, novamente na minha frente, sexta-feira passada e em pleno Via Funchal, desfilando um pouco de tudo isso, com uma banda toda renovada e com o mesmo timbre matador de sua Les Paul Custon e lírico de sua voz. E claro, foi como antigamente. Antigamente como o velho vinil que tanto tentei vender, mas que segue devidamente guardado em meu estúdio.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tudo culpa do viño!


O vinho, hoje, é a bebida. E Lavras, MG, é o lugar. Vou explicar: Depois de várias horas de estrada e de desvios, passando por Nepomuceno (!), eis que cheguei a um simples, mas confortável colonial hotel na cidade mineira de Lavras. Check-in feito, banho tomado, hora do jantar. Claro, com um bom vinho, se tivesse. E tinha. Para minha surpresa, uma carta bem completa, com vários rótulos europeus, além dos tradicionais e econômicos porteños e chilenos. Fui num Cabernet chileno, do Vale Central. Caiu bem para acompanhar uma truta grelhada. Logo nos primeiros minutos, o jovem bar-man mandou um CD do Scorpions como trilha sonora. Outra surpresa. Não que hoje em dia eu goste, mas a banda alemã fez parte de minha juventude, sempre frequentando meu walkman através das desgastadas fitas K7. De repente, um senhor muito simpático, aparentemente "quase" sexagenário, vem à mesa, perguntando com educação rara se tudo estava bem. Antes que eu respondesse, ele perguntou se eu gostava de vinhos. E, também, antes que eu respondesse, ele "emendou", não sem antes elogiar sua própria carta (aí, percebi que era o dono do hotel), afirmando que consumia a bedida havia 60 anos. E foi de propósito, claro, para que eu perguntasse sua idade: 80 anos, sem a mínima aparência. Assim, após uma prosa que viajou de Paraty a Buenos Aires ele concluiu o papo com uma pérola: "Pois é, tudo culpa do vinho". Faltam só quarenta anos para que eu chegue lá. Pois então digo: Que seja culpa do vinho!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Jeremiah Johnson


Jeremiah Johnson. Um filme de Sidney Pollack, acho que de 1971 ou 1972. Tinha um ou dois anos quando foi rodado, nas paisagens desoladas de Utah, no noroeste americano. Vi umas duas vezes na vida. Da última, pelo que me lembro, quando tinha uns 14 anos. Hoje, prestes a completar quarenta, de repente, lá estava ele, o filme, começando num dos canais pagos que insisto em assinar e nunca assisto. Valeu à pena. Jeremiah Johnson, com Robert Redford. Sobre as coisas simples da vida que, mesmo simples, quando são tiradas de nós, nos fazem perceber o quanto eram valiosas. Assistindo, fui lembrando detalhe por detalhe, e o quanto também é valiosa a mensagem, pelo menos para mim.

sábado, 24 de abril de 2010

Moby plays...


Moby, ontem à noite. Claro que não tô falando da casa noturna no Balneário Santista, e sim do músico, DJ, multi-instrumentista, arranjador, compositor e produtor musical nova-iorquino, Moby! Num dia em que estava de pé desde às 7hs da manhã para um compromisso profissional em Bauru, nem mesmo a distância, a chuva e a estrada que nunca acabava nos impediram de chegar a tempo. Tati, claro, minha fiel escudeira em tudo que é show estava comigo. Aliás, conheci o som incrível do Moby através dela. Tudo deu certo, graças ao atraso do cara, que subiu no palco umas 23:30 hs, depois que seus "roadies" passaram o som em pleno palco, com a luzes acesas, na frente da galera. Parece até uma banda que conheço! Mas foi um showzasso, típico dos melhores que já vimos. Melhor electro'n'roll impossível: 22 músicas, dentre suas melhores, com uma banda de verdade por trás, e à frente dos loops eletrônicos, com bateria, baixo, teclados, um violino elétrico, além do próprio Moby empunhando sua Gibson SG (videm Angus Young). E por falar em rock, fiquei embasbacado com as versões (bastante fidedígnas) de Walk on the Wild Side, do Lou Reed, e Whole Lotta Love, do Led Zeppelin, esta segunda no final do show, e que deixou a galera de cabelo em pé. A melhor balada'n'roll que já fui na minha vida, com direito a vários uísques, claro. Sensacional!!!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cresça!


São sete e meia da manhã, e começa mais um dia. Mais um dia de uma semana curta. Semana boa, que promete, diga-se de passagem. Aliás, já faz um tempinho que as semanas são boas, desde que tudo mudou. Pouco tempo, é verdade. Desde que as coisas não são mais tensas, e o final da tarde traz um ar de satisfação, de dever cumprido, e comprido. Desde que não tenho mais aquele desejo desesperado pela sexta-feira. Desde que encontrei a verdadeira liberdade de expressão, e a real possibilidade de crescer. Por isso, cresça, sempre. Beautiful Day.